terça-feira, 4 de setembro de 2012

O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E SEUS BRINQUEDOS – (6 a 9 meses)


6 a 9 MESES
O bebê tem progredido de indivíduo em flexão para indivíduo em extensão e agora tem perfeito controle de cabeça.
 Alcançou o importante estágio em seu desenvolvimento em que começa a experimentar uma variedade de movimentos com o corpo.
Afetivamente ainda estranha às pessoas que não conhece, olha-os intensivamente observando algo que as torne familiar.  Depois de um tempo na presença de estranhos chora compulsivamente, chamamos de “angustia dos 8 meses”.

Este é um estágio de grande curiosidade, o bebê se torna curioso e inquieto, nessa fase conseguimos observar movimentos de cotovelos e joelhos.
Notamos ainda notar que o desenvolvimento dos braços é mais avançado que os da perna. Rola da posição de barriga para baixo para de costas.
Quando o bebê começa a rolar, devemos estar atentos para que não caia da cama ou do trocador.
Agora, aproximadamente aos 7 meses, ele encontra os pés pela primeira vez e é capaz de integrar esta habilidade para ver, tomando consciência de como eles são, tanto parados quanto em movimento.
Ele completa esse conhecimento de si próprio levando os pés à boca e brincando com ele.
De barriga para baixo agora ele sustenta o corpo não mais com as mãos fechadas e sim com elas abertas. A seguir tomará o peso num só braço e usa o outro para alcançar um brinquedo – primeiro à frente e depois atrás.
Ainda não tem equilíbrio para sentar, tendendo ainda jogar-se para trás, mas o faz com as pernas afastadas.
 Como o controle da cabeça está completo o bebê é capaz de seguir objetos com os olhos em todas as direções e é também capaz de fixar o olhar em pequenos objetos.
O reflexo do susto, (reflexo de Moro) começa a desaparecer dando início à reação de proteção para frente e para os lados, observamos que o bebê na posição sentado com as pernas afastadas apóia as mãos na frente e ao lado procurando  não cair.
Normalmente entre 6 a 9 meses o bebê adora a posição sentada e demonstra a maturação do sistema nervoso central.
Já sentado e inclinado para frente apresenta mais equilíbrio permitindo que as mãos fiquem livres para a exploração de brinquedos e dos pés.
Antes quando via sua imagem no espelho ficava confuso, agora tem consciência de si próprio e procura bater com a mão em sua imagem. Conhece o pé.
A exploração objetiva começa porque agora ele desenvolveu a habilidade de olhar, alcançar, tocar e prenderam objeto com a mão toda (preensão palmar).
A manipulação é muito primária e por essa razão tudo é imediatamente levado à boca, tendo esta a importante função de fornecer informações sobre o paladar, a forma e a consistência.
Não tem movimentos finos de seus dedos, tendo de abrir toda a mão antes de agarrar e ser bem sucedido em pegar. Ele pode manter e transferir objetos de uma mão à outra.
Segura  objetos grandes com ambas as mãos, olhando-os e levando-os logo à boca.
Importante: neste período são preferidas colheres de madeira, blocos e taças em vez de brinquedos macios, o bebê precisa sentir o que pega, o que chamamos de propriocepção.
Vira-se imediatamente para a origem do som balbucia sorrindo. Quando falam com ele, responde dando gritinhos, vocalizando com variações como se fossem cantigas.
Já podemos por volta de 8 meses colocá-lo sentado confortavelmente em uma cadeira, para que brinque com brinquedos sobre a mesa.
Nessa fase o interesse é por objetos grandes, cubos, argolas. Pega os objetos abrindo exageradamente as mãos e não os pega por cima. Realiza um movimento lateral com os dedos super estendidos.
No final dessa etapa poderemos observar uma preensão mais fina na qual esboça o uso do polegar.
A brincadeira preferida é transferir um objeto de uma mão a outra sem parar. Somente quando o leva a boca, é que aparece a exploração tato oral.
Até o final dessa etapa, o bebê já domina as pernas e começa e explorar e a combinar vários tipos de deslocamentos, como, arrastar-se, ficar de joelhos e apoiar as mãos com as perninhas esticadas até que adquire a postura em pé, se deslocando pelos móveis ou segurado pelas mãos.
SUGESTÕES DE JOGOS E BRINQUEDOS
•Caixa com brinquedos, atraentes;
•Caixa com embalagens plásticas;
•Brinquedos com som e inquebráveis;
•Bolas de vários tamanhos, texturas e formas;
•Galões e caixas de vários tamanhos para colocar e retirar algo;
•Jogo de esconde – esconde;
•Bichinhos de borracha para pressionar e produzir sons;
•Cubos de madeira;
•Espelho;
•Panelas, tampas, bastão de borracha;
•Livros de plástico ou de tecido com texturas variadas

O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E SEUS BRINQUEDOS – (9 a 12 meses)


9 a 12 MESES
O bebê agora atinge o estágio em seu desenvolvimento quando a habilidade de rodar torna-se bem coordenada.
Antes a rotação estava presente quando ele rolava, alcançava um brinquedo deitado de costas, ou deitado de bruços, agora aparece à rotação espontânea, o controle do tronco e o equilíbrio para sentar.
O rolar é mais coordenado, pois antes era totalmente desorganizado. Consegue adotar a postura sentada usando a rotação do tronco bem como o apoio das mãos na lateral.
Mais tarde ele se arrastará para frente, as pernas participando fortemente no movimento, especialmente os pés.
Senta sem apoio – aparece à reação de proteção para frente depois para o lado, inicialmente com as mãos frouxamente fechadas depois às mãos se abrem em preparação para a tomada de peso.
A habilidade do bebê de alcançar e agarrar os objetos depende de seu equilíbrio e da habilidade de olhar o que está fazendo.
É comum neste estágio encontrá-lo fazendo movimentos exagerados de todo o corpo e muitas vezes desequilibrados para pegar um brinquedo.
Durante os meses seguintes esses movimentos exagerados gradualmente diminuem.
Sua habilidade em manipular melhora, o seu agarrar torna-se mais refinado.
Mantém um objeto em cada mão, transfere de uma mão à outra, começa a tirar objetos de um recipiente e tenta sem sucesso pegar objetos pequenos. Deixa cair objetos grandes no chão e logo após perde o interesse.
Usa sons para expressar seu medo e fome.
SUGESTÕES DE JOGOS E BRINQUEDOS
•Colar fechado com contas para manusear, puxar e estimular movimento de pinça;
•Brinquedos de encaixe simples;
•Cofre para guardar moedas grandes;
•Túnel;
•Tubos para empilhar e encaixar;
•Cubos de madeira para empilhar;
•Carrinhos para puxar;
•Carrinho para empurrar engatinhando;
•Bolas;
•Fantoches, dedoches, TV-Sucata;
•Músicas com imitação de gestos - DVDs;
•Brinquedos de construção simples;
•Livros com figuras grandes e familiares;
•Giz de cera;
•Pintura a dedo em cartolina.

O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E SEUS BRINQUEDOS – (12 a 48 meses)


12 a 15 MESES
O estágio final do desenvolvimento é a aquisição do equilíbrio e o início da progressão. A maioria das atividades começa da posição sentada, e mover-se é uma função importante e uma oportunidade de começar a explorar seu ambiente e a si próprio em relação ao ambiente.
Mover-se é da maior importância neste estágio, raras vezes brinca na posição de costas. Prefere levantar-se nos quatro membros, num preparo para o engatinhar, um movimento que requer equilíbrio e movimentação recíproca das pernas.
Reação de proteção para trás junto com o equilíbrio para sentar, faz com que ele faça uma rotação de tronco para pegar um objeto sem usar as mãos para apoiar.  
Neste tempo, é possível movimento isolado de dedos podendo realizar a exploração com a ponta dos dedos e empurrá-los com o indicador. Polegar funcional, movimentos de pinça. É importante ressaltar que embora a manipulação avance, o largar ainda é difícil, o bebê tenta largar pressionando o objeto contra a superfície (reação associada das mãos).
Brincar agora é mais intencional e fica por longo período absorvido, ele está se conscientizando do funcionamento dos objetos e quando um brinquedo cai no chão ele olha para ver aonde vai.
Vocaliza deliberadamente como um meio de comunicação e compreende as palavras “não” e “adeus” e se diverte imitando os adultos.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES, JOGOS E BRINCADEIRAS
•Pintura a dedo;
•Revista para folhear;
•Revista para rasgar;
•Almofada;
•Areia e água;
•Brincadeiras de apontar partes do corpo;
•Carros para puxar,caminhões que levam brinquedos, tratores que carregam areia;
•Cama para bonecas;
•Bonecos;
•Brincadeiras de subir e descer;
•Varrer;
•Espanar;
•Martelar;
•Amassar;
ESTÁGIO SEIS (18 a 24 meses)
•Desenhos no chão para ser seguidos;
•Brincadeiras de imitação de animais;
•Fantasias;
•Teatro;
•Vestir e despir bonecos;
•Contas para enfiar;
•Instrumentos musicais;
•Ambientes com obstáculos para desafiar o “pegar brinquedos”;
•Equipamentos de som com botões fáceis de serem acionados;
•Triciclos;
ESTÁGIO SETE (24 a 48 meses)
•Livros com palavras e figuras;
•Contar objetos;
•Blocos para construção;
•Amarelinha e outras brincadeiras de solo;
•Circuitos de atividades;
•Cantigas de roda;
•Bicicleta;
•Jogos com regras simples;
A partir dessa idade a criança vai desenvolvendo habilidades mais refinadas e seus interesses e curiosidades aumentam rapidamente.

UMA REFLEXÃO SOBRE A LEITURA DO MUNDO – Paulo Freire


O que é que eu quero dizer com dicotomia entre ler as palavras e ler o mundo? Minha impressão é que a escola está aumentando a distância entre as palavras que lemos e o mundo em que vivemos. Nessa dicotomia, o mundo da leitura é só o mundo do processo de escolarização, um mundo fechado, isolado do mundo onde vivemos experiências sobre as quais não lemos. Ao ler palavras, a escola se torna um lugar especial que nos ensina a ler apenas as 'palavras da escola', e não as 'palavras da realidade'. O outro mundo, o mundo dos fatos, o mundo da vida, o mundo no qual os eventos estão muito vivos, o mundo das lutas, o mundo da discriminação e da crise econômica (todas essas coisas estão aí), não tem contato algum com os alunos na escola através das palavras que a escola exige que eles leiam. Você pode pensar nessa dicotomia como uma espécie de 'cultura do silêncio' imposta aos estudantes. A leitura da escola mantém silêncio a respeito do mundo da experiência, e o mundo da experiência é silenciado sem seus textos críticos próprios.
(Paulo Freire, 1990, p. 164)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

BRINQUEDOS: ALGUNS CUIDADOS E SUGESTÕES


As crianças, acostumadas que estão a passarem grande parte do tempo em frente à TV, são vítimas ingênuas dos apelos da publicidade e desorientam os pais com exigências sutis, declaradas e até abusadas. Como nenhum pai aguenta a cantilena e até as pirraças comuns aos baixinhos contrariados, acabam cedendo aos seus apelos. Mas é necessário que estejam atentos para comprarem produtos que tenham alguma utilidade para as crianças, e mais, que não tragam danos imediatos ou futuros.
Alguns conselhos:
***Brinquedo é um tipo de treinamento divertido para a criança, através dele é que ela começa a aprender, conhecer e compreender o mundo que a rodeia.
***Existem brinquedos para todas as faixas etárias. Não adianta forçar a natureza. Quanto mais adequado à idade da criança, mais útil ele é. Se o brinquedo puder ser utilizado em várias idades acompanhando o desenvolvimento, melhor ainda.
***Brinquedos que servem para adultos brincarem e crianças assistirem não são estimulantes. Pelo contrário: habituam a criança a ser um mero espectador.
***Bom brinquedo estimula a imaginação e desenvolve a criatividade. Brinquedos que ensinam apenas a repetir mecanicamente o que os outros fazem são prejudiciais, irritantes e monótonos.
***Criança gosta de brinquedos que possibilitem ação e movimento, com isso, aprende a coordenar olhos, mãos e o corpo, garantindo com naturalidade e prazer uma maior saúde física e mental no futuro.
***Brinquedo sério é aquele que educa a criança para uma vida saudável, livre, solidária, onde o companheirismo e a amizade sejam os pilares básicos.
***Evite tudo o que condiciona a padrões discutíveis como a discriminação sexual, racial, religiosa e social. Afaste brincadeiras que incentiva a vitória a qualquer custo, a esperteza fora das regras, à conquista de lucro ilegal, a compra ou venda através de meios desonestos.

domingo, 2 de setembro de 2012

COGNIÇÃO: A LINGUAGEM E A ALFABETIZAÇÃO

LINGUAGEM

A linguagem, como aspecto do processo evolutivo da pessoa, está diretamente ligada ao desenvolvimento: neurológico, da inteligência, da afetividade, da motricidade e da socialização das crianças.
É correto dizer que a linguagem permite a afirmação do EU em relação aos outros. Possibilitando a formação da consciência social, assegurando adaptação à realidade exterior, particularmente pelo uso da língua.
Duas são, as formas de expressão da língua: a oral e a gráfica, pelas quais as palavras faladas ou escritas, organizadas nas sintaxes da língua, ganham intenção significativa.
O trabalho com língua, do ponto de vista educativo, consiste em desenvolver, no aluno, a habilidade para falar, ler e escrever com correção e propriedade o seu idioma, bem como empregá-lo com facilidade e desenvoltura.
O professor deve intervir como mediador para facilitar o desenvolvimento do vocabulário, da fluência verbal, da articulação, compreensão da leitura e escrita, e de todas as outras formas de comunicação de seus alunos.

***Sugestões de atividades para o professor auxiliar seus alunos ***

# Para desenvolver o vocabulário:
· imitações, usando todos os tipos de linguagens;
· reprodução de histórias, narração de viagens, passeios e outras situações da vida;
· descrição de gravuras, quadros, cenas...;
· introdução de palavras novas referentes à saúde, segurança, sinais de transito, animais.... em situações lúdicas;
· introdução de dicionários ( ensinar como utilizá-lo);
TV-SUCATA: Contar histórias através do filminho;

# Para o desenvolvimento da fluência e codificação (facilidade de expressão e comunicação que uma pessoa tem), são sugeridas as seguintes atividades:
· lúdicas (dramatizações, fantoches, pantomimas);
· passeios, levar um animalzinho para a escola, atividades com plantas...;
· canções infantis;
· dizer e escutar poesias;
· narrações;
· inventar história;

Articulação, que consiste na capacidade de pronunciar palavras corretamente, de modo inteligível.
As dificuldades de articulação devem ir desaparecendo, á medida que a criança vai amadurecendo e adquirindo novas experiências. Caso as dificuldades persistam, é importante que se pesquise as causas dos distúrbios articulatórios.
O educador poderá desenvolver algumas atividades (sempre que possível utilizando histórias, gravuras, brinquedos, animais, jogos, etc.) baseadas em:
- imitação de movimentos (gestos, mímicas);
- identificação de sons (esconde o objeto, faz-se o som e a criança descobre);
- repetição de rimas e poesias infantis;
- reprodução e prática de sons diante de um espelho para o aluno observar sua verbalização e, aos poucos, imitarem o professor, aprendendo o som correto;
- classificação de objetos e figuras, para perceber e discriminar semelhanças e diferenças;
- uso do gravador, tendo o aluno à oportunidade de ouvir e controlar sua própria voz e articulação;

Compreensão de leitura

A compreensão da leitura tem como pré-requisito o conhecimento do vocabulário empregado, bem como a capacidade de organizar as palavras significativamente, como sentença e historia.
O educador deve, na sala de aula, procurar desenvolver com os alunos as habilidades de leitura, de modo que sejam capazes de:
- perceber ou reconhecer palavras por seus elementos fonéticos;
- interpretar e assinalar o que lêem, bem como formar hábitos e atitudes de leitura.
(jornais, revistas, comentando acerca do que viu e leu);
- contar historias; valorizar a leitura;
- ler o que escreve;

Escrita

A representação simbólica, gráfica, da expressão verbal.
Para o desenvolvimento da escrita, aconselha-se trabalhar, inicialmente, a coordenação motora fina ou pré-escrita (garatuja).
Inúmeras são as atividades a serem desenvolvidas, para escrita correta:
· desenhar, pintar, colorir e escrever, livremente;
· criar legendas para representar diferentes situações da vida diária;
· elaborar etiquetas para identificar o conteúdo de caixas, gavetas, pacotes;
· representar graficamente, seja a seqüência de uma história, seus personagens, sejam ambientes, pessoas com quem se convive, e
· escrever o que sente e pensa, etc.

Sala de aula

A sala de aula deve oferecer estímulos suficientes para despertar no aluno o interesse e o gosto pela leitura. Para tanto, deve-se oferecer material atraente, colorido, que atenda os interesses infantis. Um professor alegre, motivado, simpático, que crie um clima afetivo, agradável e pedagogicamente adequado, é o que mais contribui para despertar no aluno o hábito e o gosto pela leitura e, o leva a vencer o ciclo vicioso de suas dificuldades de aprendizagem.
A utilização do reforço positivo poderá transformar o aluno com dificuldades de aprendizagem em membro útil da sociedade, centralizando sua aprendizagem na mudança de comportamento pelo enriquecimento de suas potencialidades (pontos fortes) e não pelo confronto desencorajado de sua dificuldade (pontos fracos).
O processo da maturação emocional se constrói por meio do aumento da autoconsciência, da aquisição da competência de lidar com os conflitos a fim de manter o otimismo e a perseverança, apesar das frustrações.
A criança que conquista sua autonomia emocional poderá caminhar celebrando a vida com entusiasmo, segurança e competência.